

“Ensinarás a voar…
mas não voarás
o teu voo.
Ensinarás
a sonhar…
mas não sonharão
o teu sonho.
Ensinarás a viver…
mas não
viverão
a tua vida.
Ensinarás a cantar…
mas não cantarão
a tua
canção.
Ensinarás a pensar
mas não pensarão
como tu.
Porém,saberás
que cada
vez que voem,
sonhem,vivam, cantem
e pensem…
estará a
semente
do caminho
ensinado e aprendido.”
Madre Teresa de Calcutá
Só peço a Deus
Leon
Gieco
Só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a
seca morte não me encontre
Vazio e só sem haver feito o suficiente.
Só peço a Deus
Que o injusto não me seja indiferente
Que
não me esbofeteiem a outra face
Depois que uma garra me arranhou esta
sorte.
Só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um
monstro grande e pisa forte
Toda a pobre inocência das pessoas.
Só peço a Deus
Que o engano não me seja indiferente
Se um
traidor pode mais que uns tantos
Esses tantos não esqueçam facilmente.
Só peço a Deus
Que o futuro não seja
indiferente
Desesperançoso estão que tem que marchar
A viver uma cultura
diferente.
Só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um
monstro grande e pisa forte
Toda a pobre inocência das pessoas.

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"Quadras"
Fernando Pessoa
Vai alta a nuvem que passa.
Vai alto
o meu pensamento
Que é escravo da tua graça
Como a nuvem o é do
vento.
*
As gaivotas, tantas, tantas,
Voam no
rio que é o mar…
Também sem querer encantas,
Nem é preciso
voar.
*
Todos os dias que passam
Sem passares
por aqui
São dias em que só passa
O estar a esperar-te a
ti.
*
Tenho um livrinho onde escrevo
O que
me lembro de ti.
Esse livro é o meu enlevo
Ainda lá nada
escrevi.
*
Leve vem a onda breve
Que se estende
a adormecer,
Breve vem a onda leve
Que nos ensina a
esquecer.
*
Tenho um segredo a dizer-te
Que não
te posso dizer.
E com isto já t’o disse
Estavas farta de o
saber…
*
Compreender um ao outro
É um jogo
complicado,
Pois não sabe quem engana
Se não estará
enganado.
*
Quando compões o cabelo
Com a tua mão
distraída,
Fazes-me um novelo
No pensamento da vida.
*
Teus olhos de quem fita –
Vagueiam,
‘stão na distância.
Se não fosses tão bonita
Isso não tinha
importância.
*
Toda a noite, toda a noite,
Toda a
noite sem pensar…
Toda a noite sem dormir
E sem tudo isso
acabar…
*
Tenho uma pena que escreve
Aquilo
que eu sempre sinta.
Se é mentira, escreve leve.
Se é verdade, não tem
tinta.
*
Teus olhos poisam no chão
Para não me
olhar de frente.
Tens vontade de sorrir
Ou de rir? É tão diferente.
***



Oração ao Poderoso Santo Expedito
Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes interceda por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo, socorra-me nesta hora de aflição e desespero, meu Santo Expedito Vós que sois um Santo guerreiro, Vós que sois o Santo dos aflitos, Vós que sois o Santo dos desesperados, Vós que sois o Santo das causas urgentes, proteja-me. Ajuda-me, Dai-me força, coragem e serenidade. Atenda meu pedido (Fazer o pedido). Meu Santo Expedito! Ajuda-me a superar estas horas difíceis, proteja de todos que possam me prejudicar, proteja minha família, atenda ao meu pedido com urgência. Devolva-me a paz e a tranqüilidade. Meu Santo Expedito! Serei grato pelo resto de minha vida e levarei seu nome a todos que têm fé.
Muito obrigado.
(Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e fazer o sinal da cruz)
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Ano Novo
O ano novo então, começa
E vem trazendo esperança
Recomeça-se a tal pressa
Vamos na busca à bonançaE buscaremos bons tempos
Com aspirações expressas
Estimulando os contentos
Com o monte de promessasAs promessas de melhoras
Em tantos campos de ação
Combatendo assim demoras
Pra ser bem feliz, entãoSolta fogos de artifício
Bebe champanha e cerveja
Ao expôr claros indícios
Do ano bom que se desejaPois queremos na alegria
Bem-estar pra toda gente
Vai achar a estrela guia
E vai seguir, sorridenteNo sorrir enquanto canta
Embalado, ao som do povo
Que sofre mas se levanta
Ao ver chegar o ano novoAntónio Celestino
Feliz Ano NovoQuando seus olhos pousarem em mim,
Sentirei meu coração bater aflito.
Serão pancadas doces demais,
Para um menino quase perdido.
Ficarei besta que nem um cuitelo
Fazendo piruetas desconexas.
Direi palavras complexas,
Falarei sobre sexo e plexo.
Haveremos de voar bem alto,
Haveremos de batermos com a cabeça na lua
E de lá, gritaremos juntos:
- Somos dois em um.
E que todos nos ouçam.
Festejaremos em uma só voz,
Como se fôssemos vaga-lumes cantores
A tripudiar o ódio e a preguiça.
Nessa noite, de raios refletidos,
Brilharemos eternamente.
Haveremos de nos dividirmos
Em dois,
Em mil,
Em mil vezes mil...
Dois mil.
FELIZ ANO NOVO!!!Pedro Cardoso Machado
BEIJOSSSSSSSSSSSSSSSS...£å£i





Paz
União
Alegrias
Esperança
Amor sucesso
Realizações luz
Respeito harmonia
Saúde solidariedade
Felicidade humildade
Confraternização pureza
Amizade sabedoria perdão
Igualdade liberdade boa sorte
Sinceridade estima fraternidade
Equilíbrio dignidade benevolência
Fé bondade paciência brandura força
Tenacidade prosperidade reconhecimento
||
||
Que a sua arvore de natal esteja repleta
de todos estes presentes!
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NATAL DE AMOR
Ana Amélia Donádio
É Natal!
Tempo de reflexão.
Tempo de paz.
Tempo de festas.
Tempo de tirar as diferenças.
Tempo de estender a mão ao seu próximo.
Não esqueça
que sempre haverá alguém
a espera de uma palavra de carinho,
de conforto e de paz para o seu coração.
Também não se esqueça que existe muita gente
na completa solidão,
e sem natal.
Lembre-se do amigo que se encontra distante,
daquele parente só e abandonado.
Lembre-se das crianças que padecem
carentes nos orfanatos,
e dos velhinhos que,
à margem da sociedade,
renegados pelos próprios familiares,
anseiam por uma palavra de carinho,
por um gesto de tolerância.
Você não pode concertar as injustiças do mundo,
mas cada um de nós poderá contribuir
com o que tem de mais sagrado:
O AMOR.
Experimente fazer um Natal diferente!
Doe um pouquinho de si!
Realize algo novo!
Deixe a sua marca de carinho!
Você dará ao seu Natal um significado mais abrangente:
alguém ficará feliz com o seu gesto!
E você verá que o seu Natal será completo.
Feliz Natal!

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NOITE MÁGICA
Por Débora Villela Petrin
Em uma casa no alto de uma montanha com muita nebulosidade morava um senhor bondoso, com cabelos grisalhos e encaracolados, olhos verdes, pele clara, rosto com traços delicados e expressivos. A casa era “decorada” pela generosidade dessa doce criatura.
Toda pintada na cor ocre, as janelas eram feitas de madeira em formato de pequenos corações entrelaçados, as cortinas tinham a transparência para que a luz do dia invadisse a sua alma de amor, os quartos eram pequenos e cheios de lembranças de um passado esplendoroso, os objetos possuíam as marcas desse outrora, os tapetes macios faziam as pegadas das suas botas serem suaves, sem ruídos nenhum, os únicos sons possíveis de serem ouvidos eram os dos pássaros gorjeando nas manhãs cobertas pela névoa, nas quais o céu aos poucos se abria mostrando toda a sua beleza com o seu azul radiante.
O senhor era um colhedor de trigo, o cultivo do mesmo era intenso na região. No meio de tanto trigo, as inúmeras flores, pelas quais a casa era cercada, os miosótis, as flores do campo, os ipês, as dálias, todas elas com suas cores vivas deixavam a paisagem do topo da montanha ainda mais bela.
Durante toda sua vida ele havia passado a maior parte do tempo entre as colheitas de trigo, com as flores, livros e recordações... E também com a preocupação em oferecer no Natal, pequenos presentes as crianças da comunidade, mas durante esse ano ele não tinha a quantia suficiente para a compra dos mesmos, assim ele andava muito pensativo... Sentado em sua cadeira de balanço com a sua manta sobre as suas pernas, ele pensava em como poderia ofertar algo para as crianças que tanto alegravam a sua vida, e especialmente na noite de Natal, na qual a comunidade se agrupava, e como em um casulo compartilhavam do calor de estarem todos juntos para celebrarem a noite tão esperada e especial para todos.
Os dias foram passando, e em uma bela manhã junto ao cantar de um sabiá, ele foi ao trigal, e recolheu todos os trigos mais verdes da safra, ficou horas fazendo essa colheita. E assim construiu uma árvore gigante utilizando eles, criou uma verdadeira escultura usando dos recursos naturais para isso. Trigo, folhas, flores, uma obra-de-arte elaborada com simplicidade e criatividade. Colocou bilhetinhos por toda a árvore, e nesses pedacinhos de papel escreveu mensagens para as crianças, palavras de amor, de encorajamento, de paz, de sentimentos que só os nossos corações podem sentir.
Deixou a gigante árvore guardada para a Noite de Natal. Nessa noite tão esperada, quando ele abriu a porta do local no qual a mesma estava escondida, ele teve a sensação de estar sonhando...
Em cada pedaço de sua obra-de-arte, havia, caixas de presentes com anjos feitos de chocolate iluminados por luzes multicoloridas... As crianças quando entraram ficaram com os sorrisos estarrecidos pela beleza do momento, as luzes das caixinhas brilhavam de uma maneira tão intensa que ofuscaram as luzes artificiais. E assim todos ficaram iluminados por essa alegria contagiante do amor ser transformado em pura realidade...
O amor, o mais gracioso de todos os bens... O maior presente dado aos seres humanos, nessa Noite Mágica.
Débora Villela Petrin




O Conto de Natal do Mickey
(Charles Dickens)
Pobre Bob Cratchit! O Sr. Scrooge, seu patrão, de novo fez trabalhar até tarde, mesmo sendo véspera de Natal. Mas agora, finalmente, ele poderá ir para casa.
Feliz Natal! – disse ao patrão.
Natal, bah!- resmungou o sr. Scrooge. – Não se esqueça de levar minha roupa suja para lavar!
Bob carregou a pesada trouxa de roupas pelas ruas cobertas de neve. Num dado momento, parou para descansar. Aí se lembrou de sua família, que o esperava, e prosseguiu.
Papai chegou! – gritou o pequeno Tim quando Bob entrou em casa.
O jantar está quase pronto – disse a sr. Cratchit com um suspiro. – Bem que o sr. Scrooge poderia dar um aumento... Ele tem tanto dinheiro!
Mas o sr. Scrooge sempre relutava muito em se desfazer de seu precioso dinheiro. Nessa noite, como hábito, ele ficou até mais tarde no escritório para contar suas moedas de ouro.
Seu sobrinho, Fred, foi vê- lo.
Trouxe um enfeite natalino para o senhor, tio – disse ele. – Venha cear conosco amanhã. Teremos ganso assado, e a sobremesa será pudim de ameixa e...
-Você sabe que eu não como essas porcarias! – gritou o sr. Scrooge.
- Por favor, uma esmola para os pobres pediu-lhe um homem na rua.
- Dê isto aos pobres! – respondeu, zangado, o sr. Scrooge, enfeitando o enfeite na cabeça do homem.
-Bah! Toda essa movimentação natalina não passa de uma grande tapeação! – resmungou o sr. Scrooge.
Ele se lembrou de seu falecido sócio, Jacob Marley, e disse:
-Marley nunca deu nada a ninguém!Ele, sim, sabia das coisas.
Em casa, o sr. Scrooge acomodou-se em sua poltrona favorita. Estava quase pegando no sono quando...
CLENQUE, CLENQUE, CLENQUE!
Num sobressalto, o sr. Scrooge sentou –se.
O fantasma de Jacob Marley aproximou-se dele e disse:
-Eu era homem egoísta. Por isso, sou forçado a arrastar essas correntes por toda a eternidade. E o mesmo acontecera com você, Scrooge.
-Esta noite, três espíritos visitarão você – avisou o fantasma. –Escute o que eles têm a lhe dizer.
O fantasma desapareceu. O sr Scrooge desconfiado, balançou a cabeça.
-Ando trabalhando demais e preciso descansar.
Imagine só, pensei ter visto o velho Marley! -disse baixinho.
O alarme do despertador soou logo que ele adormeceu. Abriu os olhos e viu uma curiosa criatura sobre o criado-mudo.
- Eu sou o Fantasma dos Natais Passados disse ela.
O fantasma estendeu-lhe a mão e disse:
Vou levar você para ver um Natal muito antigo...
O sr. Scrooge e o fantasma saíram voando pelo céu noturnoe chegaram a uma alegre casa, onde se ouviam vozes animadas e musica. O sr. Scrooge espiou pela janela.
-Ora, aquele sou eu mais jovem!-espantou-se ele.-Lá esta o velho Fezziwig. Ele foi o primeiro patrão que eu tive. E lá esta minha adorável Isabel.
-Você era feliz, Scrooge,e tinha bom coração-disse o fantasma. – Mas tornou-se um homem ambicioso e perdeu todos os seus amigos, até mesmo Isabel.
O sr. Scrooge afastou-se da janela.
- Não quero ver mais nada. Por favor, Espírito, leve-me para casa!
Trim, trim! O alarme do despertador soou novamente.
- Devo estar sonhando – murmurou o sr. Scrooge.
- Fé, fi, fó, fum! – trovejou uma voz. Era um gigante sentado na cadeira do sr. Scrooge rodeado por um magnífico banquete.
-O que significa isso? – perguntou o sr. Scrooge.
-É o alimento da generosidade. Mas você nunca quis saber disso – respondeu o gigante, apresentando-se: - Sou o Fantasma do Natal Presente. Venha comigo. Eu lhe mostrarei o que está acontecendo esta noite.
O sr. Scrooge espiou pela janela de vidro trincado de uma casinha humilde.
-São os Cratchit! – exclamou. – Que refeição mais pobre! Por que não comem o alimento do caldeirão?
- Aquilo não é comida. È a sua roupa que está sendo fervida para ficar mais limpa – esclareceu o gigante.
- O que há de errado com o menino? – quis saber o sr. Scrooger.
- O pequeno Tim está muito doente. Precisa alimentar –se melhor para ficar forte e sarar – disse o gigante. – Aumente o salário de Bob Cratchit, para que ele possa comprar comida para sua família....
A voz do gigante foi sumindo e ele desapareceu.
De súbito, o sr. Scrooge se viu envolto em nuvens de fumaça escura.
- Sou o Fantasma dos Natais Futuros- disse uma voz atrás dele.
O sr. Scrooge virou-se e perguntou:
- De quem é este túmulo solitário?
- De um homem muito rico – respondeu o fantasma. – Um homem tão egoísta e antipático que não tinha nenhum amigo.
O sr. Scrooge leu o nome gravado na laje da sepultura:
- “Ebenezer Scrooge”. Mas...é o meu túmulo!
- Isso mesmo- confirmou o fantasma.
- Não quero morrer sozinho!- gritou o sr. Scrooge. – Eu vou me regenerar!
- Eu vou me...
O sr. Scrooge abriu os olhos e viu que se achava em sua casa. Estava vivo e ainda tinha chance de corrigir seu erro.
- Já é Natal! – exclamou, correndo para rua.
O sr. Scrooge foi então dar dinheiro aos homens que estavam recolhendo doações para os pobres.
- Olá, Fred- saudou ele ao ver o sobrinho. – Seu convite para a ceia ainda está de pé?
_ Claro, tio.
- Ótimo! Eu o verei mais tarde.
- Há algo que preciso fazer agora.
Pouco depois, o sr. Scrooge bateu a porta de Bob Crachit.
- Feliz Natal! – disse. – Trouxe uma coisa para você.
- M- Mais roupa para lavar, senhor?- gaguejou Bob.
- Não diga tolices! – replicou o sr. Scrooge, rindo. O pequeno Tim abriu o saco que ele havia trazido e gritou:
- Olhe, papai! Brinquedos!
- Os amigos valem mais que todo o ouro do mundo – declarou o sr. Scrooge. – DE hoje em diante, Cratchit, você e sua família não passarão mais necessidade. Feliz Natal, meus amigos!
- E que Deus abençoe todos nós! – completou o pequeno Tim.




O verdadeiro significado do natal está muito além dos pinheiros adornados, das nozes e castanhas; da mesa farta da ceia; dos presentes, e da figura do bom velhinho. Ele começa com a história de um Menino muito humilde; nascido em um vilarejo pobre; num berço improvisado; pretinho como a maioria das crianças do morro; perseguido por um rei tirano – que tinha muito medo de perder seu trono por causa de alguém que acabara de vir ao mundo –, e filho de um carpinteiro. Um Menino que durante sua mocidade pregaria para as pessoas o verdadeiro sentido do amor e da igualdade. Um Menino, que ao se calar, falaria mais alto que as suas próprias palavras. Um Menino que seria levado ao banco dos réus pelo simples delito de pregar a certeza de dias melhores para um povo sofrido. Um Menino que seria rejeitado pela sua própria gente. Um Menino traído pela inveja humana. Um Menino assassinado injustamente. Mas um Menino que ressuscitou ao terceiro dia e que provou, que para herdarmos as confortáveis moradas de seu Pai, precisaríamos resgatar o nosso lado criança, há muito esquecido em nosso eu...
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NATAL AFRICANO
Não há pinheiros nem há neve,
Nada do que é convencional,
Nada daquilo que se escreve
Ou que se diz... Mas é Natal.
Que ar abafado! A chuva banha
A terra, morna e vertical.
Plantas da flora mais estranha,
Aves da fauna tropical.
Nem luz, nem cores, nem lembranças
Da hora única e imortal.
Somente o riso das crianças
Que em toda a parte é sempre igual.
Não há pastores nem ovelhas,
Nada do que é tradicional.
As orações, porém, são velhas
E a noite é Noite de Natal.
Cabral do Nascimento
Obra Poética
Porto, Edições Asa, 2003


...Que a Paz, o Amor e a Boa Vontade, invada os corações de nossos governantes...


